Lucro da Caixa Seguridade bate recorde em 2025: R$ 4,3 bilhões

A Caixa Seguridade, braço da Caixa na comercialização de seguros, previdência, capitalização e consórcio, obteve lucro de R$ 4,3 bilhões, em 2025. A informação consta das demonstrações financeiras da holding relativas ao exercício de 2025 e publicadas na última quinta-feira (26). O crescimento foi de 14% em relação a 2024, o que representa um recorde na história da companhia. Entre os destaques do documento está a distribuição de dividendos aos acionistas no ano, que alcançou R$ 3,93 bilhões, o que corresponde a 91,39% do lucro do exercício. O valor chama a atenção por ocorrer no mesmo ano em que a Caixa, que controla a holding, se desfez de parte das ações sob seu controle, ampliando ainda mais a participação de acionistas minoritários nesse resultado. Fabiana Uehara, conselheira eleita pelos empregados no Conselho de Administração da Caixa, observa que os números mostram uma incoerência entre o desempenho financeiro e a política de reconhecimento aos trabalhadores. “Os resultados comprovam que quem gera esse lucro são as empregadas e os empregados da Caixa, que estão diariamente na linha de frente atendendo a população e comercializando os produtos da Caixa Seguridade”, afirma Fabi. Para a conselheira, não é razoável que, ao mesmo tempo em que a empresa distribui quase todo o lucro aos acionistas, o regulamento do SuperCaixa restrinja comissões e aumente a pressão por metas. “Valorização precisa aparecer também na remuneração e nas condições de trabalho”, ressalta Fabi. *Fonte: Contraf-CUT

Igualdade de Oportunidades terá primeiro encontro do ano nesta segunda (2)

Nesta segunda-feira (2), o Comando Nacional dos Bancários se reúne com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em Brasília.Será o primeiro encontro do ano do calendário de negociações permanentes sobre Igualdade da Mulher Bancária e Igualdade de Oportunidades. Fazem parte da pauta do encontro: 4º Censo da Diversidade: bancos devem apresentar o resultado do levantamento realizado em 2025;as ações dos bancos e do movimento para o combate à violência de gênero, conquista da categoria, incluída na renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024/2026; e o Comitê de Gestão de Crise. “Vamos requerer dados sobre a evolução dos canais de combate à violência doméstica, instituídos pelos bancos para atender funcionárias. Quais são os números atualizados? Como os casos foram e estão sendo encaminhados? Onde é possível aprimorar? Essas são algumas questões que entendemos como fundamentais para que a gente avance nesta conquista”, afirma a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. Segundo a coordenadora, a categoria vai aproveitar o encontro para cobrar a instalação do Comitê de Gestão de Crise, outra conquista estabelecida na CCT 2024, devido aos desastres ambientais ocasionados pelas fortes chuvas em Juiz de Fora e no Triângulo Mineiro. O Comitê de Gestão de Crise prevê a tomada acelerada de decisões para proteger trabalhadores em locais atingidos por calamidades, como adoção de Trabalho Remoto Institucional (TRI) para empregados com deslocamentos prejudicado. *Fonte: Contraf-CUT