Série de reportagens da Contraf-CUT analisa sistema financeiro nacional

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está publicando uma série de matérias em parceria com a GGN. O tema é Por Dentro do Sistema Financeiro. A matéria assinada por Ana Gabriela Sales, do Jornal GGN, aborda a questão do crédito e explica que no cenário econômico global, “o crédito deixou de ser apenas uma ferramenta de consumo para se consolidar como pilar de cidadania, estabilidade social e desenvolvimento econômico”. De acordo com o texto, em países com democracias consolidadas, o acesso a recursos financeiros a custos baixos permite planejamento de longo prazo, investimento em educação, acesso à moradia e estímulo à atividade produtiva. A matéria faz um paralelo com a situação atual do Brasil, onde “o crédito passou a operar como mecanismo estrutural de transferência regressiva de renda, deslocando recursos da base da pirâmide para o topo do sistema financeiro”. A base dessa engrenagem, segundo a análise apresentada pela matéria, “é sustentada pelas maiores taxas de juros praticadas no mundo, ancorada na Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e que atualmente está em 15% ao ano – o maior índice dos últimos 20 anos”. O texto segue falando sobre a transformação do sistema financeiro nacional desde 2019. Segundo o Banco Central, o Brasil conta hoje com cerca de 300 instituições de pagamentos e fintechs autorizadas, incluindo bancos digitais, plataformas de pagamento e big techs financeiras. Empresas como Nubank e Mercado Pago ampliaram o acesso, digitalizaram serviços e disputaram clientes. Porém, mesmo com a ampliação do número de instituições não houve redução estrutural do custo do crédito. Também o spread bancário brasileiro está entre os mais altos do mundo, incorporando fatores como inadimplência e custo operacional. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Freepik

Caixa diz que pagamento de deltas e Super Caixa devem sair no final de março

A Caixa Econômica Federal informou que a premiação do Super Caixa e dos deltas da promoção por mérito devem ser pagos somente após a apuração do Resultado.Caixa, com conclusão prevista para o final de março. A informação foi passada à Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, durante reunião na tarde desta segunda-feira (2). Segundo o coordenador da CEE, Felipe Pacheco, o atraso prejudica os trabalhadores, que ficarão três meses do ano sem receber os valores a que têm direito. “A única informação que pode ser considerada boa é que algumas injustiças do Super Caixa podem ser corrigidas. Mas não é possível que a apuração e estas correções levem três meses para serem realizadas”, ressaltou Felipe. A CEE orienta que os empregados que se sentirem prejudicados, seja por problemas de digitalização de contrato, indisponibilidade de sistemas ou algo similar, procurem seus sindicatos para que estes recebam as demandas e encaminhem à Caixa para análise. Durante o encontro, a Caixa explicou que trata o pagamento do primeiro e segundo deltas como um único programa e, por isso, o pagamento será efetuado no mesmo momento. Para Felipe Pacheco, essa é uma condição que não pode ser aceita. “Queremos que as correções nos erros de apuração do Resultado.Caixa sejam feitas rapidamente e exigimos que a Caixa pague, tanto os deltas quanto a premiação do Super Caixa até o dia 5, como complementação salarial de janeiro”, cobrou o coordenador. Ainda durante a reunião, a CEE reivindicou que Caixa respeite a cláusula 49 do Acordo Coletivo de Trabalho, que trata sobre negociação permanente, estabelecendo que alterações que interfiram no cotidiano de trabalho do pessoal da Caixa devem ser debatidas, previamente, com a representação dos trabalhadores. *Fonte: Contraf-CUT