Proposta do BB para fortalecer a Cassi fica abaixo do esperado pelos trabalhadores

Nesta quarta-feira (10), representantes das entidades que compõem a comissão de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e a direção do BB se reuniram para debater o fortalecimento financeiro da entidade. Os trabalhadores pediram ao banco o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas, referentes aos 12 meses de 2026, já em janeiro. O pedido foi negado pelos representantes do banco, cuja contraproposta previa apenas a antecipação de três valores do 13º salário, sem o adiantamento das taxas administrativas. A justificativa é que já seria suficiente para a construção conjunta de uma proposta futura a ser apresentada e aprovada pelo corpo de associados. Segundo a direção da Cassi, esses valores cobririam o caixa até julho de 2026. Porém, os representantes das entidades temem que esse prazo não será suficiente para uma proposta de equalização das contas, que demanda medidas complexas. *Fonte: Contraf-CUT
Saúde Caixa: déficit mostra que aprovação do ACT foi decisão acertada

Composto por representantes dos empregados e da direção da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reuniu para debater o acompanhamento trimestral do plano e os números projetados até novembro. O coordenador da representação das empregadas e dos empregados no GT, Leonardo Quadros, explicou que segundo as informações compartilhadas pelo banco, o resultado projetado para 2025 indica um déficit de aproximadamente R$ 560 milhões, considerando as receitas e despesas acumuladas. Até novembro, as despesas totais já somavam R$ 4,005 bilhões, contra R$ 3,445 bilhões em receitas. Com esses resultados, a representação dos empregados ressaltou que a aprovação do novo ACT foi fundamental para impedir que o desequilíbrio financeiro fosse transferido para as trabalhadoras e trabalhadores. O acordo garantiu reajuste zero para titulares e dependentes; manutenção dos limites de coparticipação e do teto anual; e mecanismos de governança e transparência que ampliam o acompanhamento do plano. “O Saúde Caixa é uma conquista histórica, e seu equilíbrio depende de responsabilidade, diálogo e compromisso da empresa com a saúde de quem constrói o banco todos os dias”, destacou Leonardo Quadros. O coordenador reforçou a necessidade do fim de do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados, fixado no Estatuto Social da Caixa em até 6,5% da folha salarial. “Somente com o fim do teto, o modelo de custeio 70/30 poderá ser aplicado de forma plena, para que nosso plano de saúde tenha viabilidade financeira”, afirmou o coordenador. A retomada das negociações sobre o fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos seus empregados e a igualdade de direitos após a aposentadoria para quem foi contratado a partir de setembro de 2018 está prevista para fevereiro de 2026. *Fonte: Contraf-CUT