Pesquisa mostra que maioria reconhece importância dos sindicatos

Pesquisa encomendada pela CUT e Fundação Perseu Abramo, com o apoio do Dieese, mostra alto índice de aprovação e reconhecimento do papel sindical no país. Também aponta a valorização de carteira assinada. Intitulada “O Trabalho e o Brasil”, a pesquisa foi conduzida pelo Instituto Vox Populi, que entrevistou presencialmente 3.850 pessoas das cinco macrorregiões do país. Foram entrevistados assalariados com ou sem carteira, autônomos, empreendedores, servidores públicos e desempregados. A margem de erro é de 1,6 ponto. O resultado mostra que 68% dos entrevistados reconhecem o papel dos sindicatos na melhoria das condições de vida dos trabalhadores. E mais: De acordo com o levantamento, o reconhecimento sobre a importância dos sindicatos é mais elevado entre os jovens. Além disso, mais de 70% defendem o direito de greve, consideram legítimo participar de consultas públicas e votar em representantes que defendam sua categoria para cargos públicos. Em relação aos entrevistados autônomos, 55,3% afirmaram que poderiam voltar ou com certeza gostariam de voltar a ser CLT. Entre os que trabalham no setor privado (maioria MEIs e PJ) e que já estiveram sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho, 59,1% afirmaram que, com certeza, voltariam a ser registrados como CLT, enquanto 30,9% disseram que poderiam retornar a ser CLT.  *Fonte: Contraf-CUT

Congresso da Contraf-CUT será realizado de 27 a 29 de março

A Direção Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) decidiu, em reunião nesta terça-feira (2), que o 7º Congresso Nacional da Contraf-CUT será realizado nos dias 27, 28 e 29 de março, na cidade de Guarujá, em São Paulo. A reunião também definiu a formação da Comissão de Organização do congresso. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, fará parte da equipe. Durante o encontro também foi debatida e aprovada a criação de um sistema de organizações de informações bancárias e de apoio à sindicalização, o SysContraf, que vai substituir o VotaBem. Outro destaque da reunião foi a apresentação feita pelo economista do Dieese, Gustavo Cavarsan, com dados atualizados do Mapeamento do Emprego do Ramo Financeiro. De acordo com o estudo, o processo de reestruturação e precarização do trabalho no setor financeiro, na última década, foi marcado por digitalização acelerada e automação; fechamento massivo de agências; redução de empregos típicos bancários; terceirização e migração para plataformas e cooperativas; e explosão das fintechs e correspondentes. Segundo Cavarsan, “o resultado é um setor mais pulverizado, com trabalhadores cada vez mais dispersos, terceirizados e distantes da proteção garantida historicamente pelos sindicatos e pelos acordos coletivos.” *Fonte: Contraf-CUT