Entidades encaminham proposta sobre custeio da Cassi ao BB

Uma proposta relacionada ao custeio da Cassi, Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil, foi entregue ao BB por entidades representativas do funcionalismo. Não houve resposta dos negociadores do banco, que alegaram dificuldades devido aos resultados apresentados e à conjuntura atual. A proposta encaminhada foi de adiantamento de 10 anos do 13º salário, medida que reforçaria o caixa da instituição, para garantir sua segurança financeira e para que ela honre seus compromissos com os prestadores. Também foi solicitado que o banco antecipasse o valor das despesas administrativas referentes a 12 meses, a fim de fortalecer o capital regulatório. Os negociadores se comprometeram a encaminhar as solicitações às instâncias decisórias, retornando com a maior brevidade possível com uma resposta. *Fonte: Contraf-CUT/Seeb Rio

Termo “banco” não poderá mais ser utilizado por fintechs

Publicada na última sexta-feira (28), a Resolução Conjunta nº 17/2025 veda instituições financeiras de usarem termos que sugiram atividade ou modalidade, em português ou em língua estrangeira, “para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”. A medida, tomada pelo Banco Central (BC) e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), significa que instituições de pagamento, como as fintechs (empresas de tecnologia que atuam nos serviços financeiros) e cooperativas de crédito, não poderão mais utilizar a nomenclatura “banco”. Conforme publicação do BC e do CMN, as instituições autorizadas que estiverem em desacordo com as regras “deverão elaborar plano de adequação”, no prazo de 120 dias, “contemplando, no mínimo, os procedimentos que serão adotados e o prazo para a adequação das instituições às novas regras, que deverá ser de, no máximo, um ano”. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a nova resolução é um passo importante para o Sistema Financeiro Nacional (SFN), exposto a mais riscos, nos últimos anos, por conta da proliferação de fintechs atuando com serviços que antes eram exclusivos de bancos tradicionais. “Enquanto os bancos tradicionais são obrigados a cumprir regras mais rígidas e específicas, em relação à segurança financeira, manutenção de reservas mínimas, recolhimento de impostos e de direitos trabalhistas mais avançados (fruto de conquista dos trabalhadores em mesa de negociação com as empresas), as instituições financeiras não bancárias respondem a uma regulação muito menos rígida, e isso abre brechas que colocam em risco o sistema financeiro nacional e avanços sociais”, observa a dirigente sindical. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Agência Brasil