Caixa: lucro cresce 50,3%, mas redução de quadro preocupa trabalhadores

No terceiro trimestre de 2025, o lucro líquido da Caixa Econômica Federal chegou a R$ 3,8 bilhões. O resultado é 15,4% maior que o registrado no mesmo período de 2024 e 2,2% acima do obtido no 2º trimestre deste ano. De janeiro a setembro, o banco registra um acumulado de R$ 13,5 bilhões, uma alta de 50,3% em comparação aos nove primeiros meses de 2024. O lucro líquido recorrente também teve desempenho positivo, chegando a R$ 12,7 bilhões no período, crescimento de 34,7% em relação ao ano anterior. Em relação à margem financeira, o crescimento foi de 14% na comparação anual do trimestre e os ativos totais chegaram a R$ 2,2 trilhões. Porém, o relatório do banco aponta contradições. Apesar dos resultados recordes, a Caixa encerrou setembro de 2025 com 84,3 mil empregados, número que, embora ligeiramente maior que o registrado em 2024, ainda representa uma queda de quase 20 mil postos de trabalho em relação a 2014, quando o banco tinha mais de 101 mil trabalhadores. Em relação aos postos de atendimento, o banco encerrou setembro com menos 49 unidades em 12 meses. Só no terceiro trimestre são 41 agências a menos. Houve redução do quadro de pessoal e do número de agências, mas houve aumento das operações, da carteira de crédito, das funções sociais que o banco executa e do número de clientes, que já passa de 156 milhões. O resultado comprova as denúncias do movimento sindical, apontando sobrecarga, adoecimento e pressão por produtividade. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários começam a se mobilizar para a Campanha 2026

O calendário preparatório da Campanha Nacional 2026 da categoria bancária foi aprovado, nesta semana, pelo Comando Nacional dos Bancários durante reunião em São Paulo. Como em todos os anos, a campanha terá início com uma consulta nacional aos bancários e bancárias. O objetivo é definir os itens prioritários que vão compor a minuta a ser entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para negociação da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A minuta contará com todos os direitos que valerão para a categoria em todo o país. As conferências regionais e estaduais acontecerão no início de junho. Os congressos de empregados de bancos públicos e encontros nacionais de funcionários dos bancos privados serão realizados no final do mês. Os itens constantes da minuta unificada para a renovação da CCT e as minutas para a negociação dos acordos específicos por banco serão definidos durante este processo. A Conferência Nacional dos Bancários será realizada de 19 a 21 de junho para aprovar a minuta da CCT e as estratégias de mobilização da categoria. Confira itens e datas aprovadas pelo Comando Nacional dos Bancários: Fevereiro de 2026 – Reunião do Comando Nacional para definir questões da Consulta Nacional à categoria bancária De 15/4 a 31/5/2026 – Consulta Nacional 6/6/2026 – Prazo final para a realização das conferências regionais/estaduais 17, 18 e 19/06/2026 – 41° (Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) e 36° Congresso dos funcionários do BB. 19/6/2026 – Encontros nacionais dos empregados do Bradesco, Itaú, Santander e BMB 19, 20 e 21 de junho de 2026 28° Conferência Nacional dos Bancários e Bancárias Ainda não foram definidas a data, a forma e o local do Congresso dos Empregados do BNDES. *Fonte: Bancários do Rio *Imagem: Freepik

Violência no trabalho: bancos apresentam devolutivas ao Comando Nacional

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para avaliar a evolução das medidas tomadas pelos bancos em relação às cláusulas de combate a qualquer tipo de violência no ambiente laboral, conquistadas na renovação mais recente da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. As medidas determinavam aos bancos a disponibilidade de canais para denúncias e para o acolhimento humanizado, com garantia de proteção e sigilo às vítimas e aos denunciantes. Além de campanhas internas e externas de repúdio ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no ambiente laboral. E ainda: disponibilizar aos empregados orientações sobre as atitudes que podem ser tomadas diante desses tipos de violência. “Nesse encontro, acompanhamos a evolução das ações que os bancos estão realizando para colocar em prática as cláusulas de combate a todo o tipo de violência no trabalho. E um dos pontos que levantamos foi a necessidade de saber os tipos de violências e como os bancos resolveram os problemas”, ressaltou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Contraf-CUT. Veja as devolutivas: Canais de denúncias: a Fenaban destacou que aumentou o percentual de casos resolvidos dentro de 45 dias. Enquanto que, nas denúncias recebidas em 2024, 68,9% foram resolvidas em até 45 dias, no primeiro semestre deste ano 78,3% foram solucionados neste prazo. SIPAT: o Comando reivindicou garantia de participação de representantes do movimento sindical na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT). Segundo a Fenaban, 100% das empresas aderiram a essa exigência. O Comando Nacional reforçou a necessidade de incluir o “assédio por algoritmos”, ou seja, a prática da utilização de sistemas de monitoramento, cobrança e pressão sobre o trabalhador por meio de ferramentas digitais, no debate sobre violência e pressão por metas e resultados. As duas partes concordaram em fazer uma reunião no dia 1º de dezembro próximo para aprofundar a questão. A reunião terá como tema “Gestão ética da tecnologia”, onde também serão discutidos os limites do uso da Inteligência Artificial (IA) no setor bancário. Também será debatida a substituição dos papéis térmicos a base de bisfenol, usados em impressoras dos bancos. *Fonte: Contraf-CUT