Novo cargo híbrido é anunciado pelo Bradesco

A criação do novo cargo Gerente de Negócios e Serviços (GNS I e II) foi anunciada pelo Bradesco. O cargo vai substituir as funções de gerente assistente e supervisor administrativo (também I e II). A mudança será feita em duas fases, sendo a primeira em 07 de abril e a segunda em 02 de maio. Haverá treinamento na Unibrad para que os trabalhadores afetados se adaptem às novas responsabilidades. De acordo com o banco, a transição visa alinhar a estrutura de cargos às práticas do mercado e não haverá alterações salariais. O banco afirma ainda que será uma atividade de apoio, sem cobrança de metas de vendas. Erica de Oliveira, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, garantiu que a entidade está acompanhando todas as mudanças. “Sabemos que o banco segue acompanhando os movimentos do mercado, mas isso não deve impactar negativamente no emprego dessas pessoas. O banco teve bons resultados em 2024 e isso deve ser refletido na qualidade dos empregos, uma vez que o banco também cresceu sua base de clientes. Seguiremos atentos”, garanti a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
Bancárias querem avanços na paridade salarial

Representantes do Comando Nacional dos Bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram na mesa de Igualdade de Oportunidades, nesta segunda-feira (31). O encontro foi marcado para concluir as atividades do Mês da Mulher. Foram abordados pontos referentes às ações dos bancos para reduzir a desigualdade salarial e de ascensão entre homens e mulheres, o programa “Mais Mulheres na TI” e dados de atendimento dos canais de combate à violência de gênero. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, a reunião foi importante para avaliar o resultado das conquistas passadas. “Muitas mulheres foram beneficiadas pelos canais de atendimento contra violência – 1.106, considerando os canais dos bancos e do movimento sindical. Em relação à formação de mulheres na TI, temos mais de 1.000 inscritas, isto na primeira fase das bolsas de estudo. E estamos recolocando o debate de igualdade salarial, de oportunidade e acessão profissional nos bancos”, observou Juvandia. Levantamento do Dieese aponta que nos bancos as mulheres recebem, em média, 19% menos que os colegas homens. No recorte racial, o cenário é ainda pior: as bancárias negras tem remuneração 34,5% inferior à remuneração média do bancário branco do sexo masculino. Na última renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), a categoria conquistou o compromisso dos bancos de alcançar a paridade de remuneração entre homens e mulheres. A proposta é que as empresas acelerem o cumprimento da Lei de Igualdade Salarial, em vigência no país desde 2023. *Fonte: Contraf-CUT