Banco do Brasil: acordo é aprovado pela maioria

A proposta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociado com o Banco do Brasil foi aprovada pela maioria das funcionárias e funcionários do banco (69% dos sindicatos da base da Contraf-CUT). A assinatura será realizada nesta terça-feira (10) e os sindicatos que aprovaram a proposta vão receber a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) já na sexta-feira, dia 13. Confira as conquistas aprovadas: Caixa – O banco está assumindo o compromisso manter a gratificação do Caixa até dezembro deste ano, para os agentes comerciais que vinham recebendo esta gratificação. Durante este período, os caixas serão priorizados nas novas funções com salário maior que o atual. Os caixas que continuarem abrindo caixa continuam fazendo jus à gratificação. Os caixas com mais de 10 anos de função em 2017 terão a gratificação incorporada. Também haverá um programa de qualificação para se qualificar para novas funções. Rede de negócios – Revisão dos cargos de assistente de negócios, supervisor de atendimento e caixas. Serão abertas quatro mil vagas para nova função com jornada de 6 horas e o salário será maior que o dos caixas, os caixas serão priorizados na concorrência. Serão criadas 2700 vagas para o cargo de 8 horas, que terá salário superior ao de supervisor de atendimento. Além disso, na rede de negócios, serão abertas 500 vagas de gerente de relacionamento. Mais de 11 mil funcionários serão impactados pelo aumento salarial. Elevação do teto da PLR – A partir da próxima PLR já vai estar valendo a nova regra, com limite a sete salários por ano. O banco também assumiu o compromisso de fazer o pagamento após três dias úteis da assinatura do acordo. Os bancários do BB também foram chamados para deliberar sobre a Cláusula 17, criada para impedir demissões sem justa causa. Porém, como não foi aprovada em todos os sindicatos, entrará no ACT nas bases onde foi aprovada, por meio de um aditivo. *Fonte: Contraf-CUT
Acordo da categoria bancária será assinado nesta terça-feira (10)

O texto para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária foi aprovado e terá vigência até a data-base de 2026. Nesta terça-feira (10), o acordo será assinado às 14h30. As assembleias foram realizadas por 140 sindicatos em todo o país, somente nove não aprovaram a proposta. Dos que deliberaram pelo sistema VotaBem, 69,46% aceitaram o acordo. O texto mostra avanços em relação à última CCT, incluindo aumento real para o salário e todas as verbas, como vales alimentação (VA), refeição (VR), auxílio creche/babá e participação nos lucros e resultados (PLR) tanto para 2024 quanto para 2025. PLR será paga até o final do mês, para os trabalhadores contemplados pela CCT. Banco do Brasil – o acordo foi aprovado e será assinado também nesta terça-feira (10). Caixa Econômica Federal – o acordo foi rejeitado serão realizadas novas assembleias de trabalhadores. Tabela com novos valores Confira as principais conquistas sociais: Combate ao assédio moral, sexual e outras formas de violência no trabalho – Atendendo a uma reivindicação histórica da categoria, os bancos concordaram em incluir o termo “assédio moral” nas negociações. – Ficou estabelecida uma manifestação de repúdio contra qualquer tipo de violência no ambiente de trabalho, reforçando o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso. – Criação de um canal de apoio dedicado às vítimas e de um canal só para denúncias de assédio e outras formas de violência, com atendimento às bancárias vítimas de violência doméstica. Mulheres na tecnologia – Concessão de 3.000 bolsas de curso para capacitar mulheres, pessoas trans e PCDs em programação, visando aumentar a representatividade feminina no setor tecnológico, realizado pela Progra{maria} – Serão oferecidas 100 bolsas para programa intensivo de aprendizagem, voltado para a formação avançada de mulheres na tecnologia, realizado pela Laboratória – Ex-bancárias poderão participar dos cursos – As indicações para as vagas terão também a participação dos sindicatos de todo o país Pessoas com Deficiência (PCDs) – Abono de ausência para conserto ou reparo de próteses, garantindo que trabalhadores com deficiência possam atender suas necessidades sem prejuízo. Prevenção à violência contra a mulher bancária – Implementação de um canal de apoio exclusivo e outras medidas específicas para proteger as bancárias contra violência, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro. Combate à violência contra a mulher na sociedade – Os bancos se comprometem a manifestar publicamente o repúdio à violência contra a mulher, além de disseminar informações e recursos para apoiar a prevenção desse tipo de violência. Igualdade salarial entre homens e mulheres – Compromisso com a igualdade salarial entre gêneros – Adesão ao Programa Empresa Cidadã, garantindo licença-maternidade de 180 dias e licença-paternidade de 20 dias Mudanças climáticas e calamidades – Em caso de desastres naturais ou outras calamidades, será garantida a criação de um Comitê de Gestão de Crise, quando solicitado pelo Comando Nacional dos Bancários. – O comitê terá a autorização prévia para tomar decisões necessárias que assegurem a proteção e os direitos dos bancários afetados. – Implementação de medidas trabalhistas específicas durante situações de calamidade para assegurar vida e o bem-estar dos trabalhadores. Censo da categoria 2026 – A Fenaban se comprometeu a planejar em 2025 e realizar até o final de 2026 uma nova edição do Censo da Diversidade do Setor Bancário, para mapear e promover a diversidade no setor. Inteligência artificial e requalificação – Iniciativas de requalificação profissional para adaptar a força de trabalho às novas demandas tecnológicas. LGBTQIA+, com destaque para pessoas transgênero – Os bancos reforçam seu repúdio à discriminação e garantem o uso do nome social para pessoas transgênero, antes mesmo da obtenção do registro civil. *Fonte: Contraf-CUT