Bradesco registra lucro de R$ 4,3 bi de janeiro a março deste ano

No primeiro trimestre deste ano, o Bradesco registrou lucro recorrente de R$ 4,3 bilhões. Apesar de uma queda de 37,3%, o resultado é considerado melhor do que o apontado por analistas que antecipavam a lucratividade de R$ 3,748 bilhões no período. Já a carteira de crédito expandida atingiu R$ 879,283 bilhões em março. A carteira de pessoa física chegou a R$ 365,312 bilhões, com alta de 10,2% em 12 meses. O volume total da margem financeira alcançou R$ 16,653 bilhões entre janeiro e março. A margem com clientes do Bradesco, que reflete operações de crédito, somou R$ 16,965 bilhões. As despesas líquidas com PDD (Provisões para Devedores Duvidosos) chegaram a R$ 9,517 bilhões.  O banco ainda arrecadou com receita de serviços R$ 8,746 bilhões, com crescimento de 1,6% em relação a igual período do ano passado. 

Eduardo Nunes tem apoio da Contraf-CUT para CA da Caixa

A votação do segundo turno da eleição para a representação das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal começou nesta sexta-feira. Eduardo Nunes é candidato apoiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela maioria das entidades de representação e associativas das empregadas e empregados da Caixa. A votação terminará na próxima quarta (10). Para Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Eduardo é a melhor opção.  “Não medimos esforços para contribuir com a eleição do Edu, pois ele é o melhor candidato para o conjunto dos empregados”, ressaltou Fabiana. Eduardo Nunes afirma que é importante ter uma Caixa que se importe com seus empregados e empregadas. “Com a participação de todos, vamos ajudar a reconstruir uma Caixa Econômica Federal que se importe verdadeiramente com suas empregadas e empregados e com a consolidação de um país democrático, que garanta oportunidades para toda a população”, ressalta o candidato. Rafael Castro, empregado da Caixa e dirigente da Contraf-CUT, explica por que apoiar Eduardo:  “O Edu é um cara que está na base. Que acompanha e sabe quais são os problemas vivenciados pelas empregadas e empregados no dia a dia das unidades da Caixa. Além disso, já atuou como delegado sindical e é próximo das entidades de representação dos trabalhadores. Conhece os caminhos que devem ser percorridos para que estes problemas cheguem ao conhecimento da direção do banco e haja solução. É o melhor candidato para nos representar no CA, por isso, cada empregada e cada empregado deve falar com pelo menos um colega de sua unidade e pedir voto para o Edu.” Como votar A votação é realizada, exclusivamente, por meio eletrônico. Basta acessar https://eleicaoca.caixa.gov.br, entrar com a matrícula e senha pessoal, localizar o número e nome do Edu (2023/0001 – Eduardo Medrado Nunes) e clicar no quadradinho. Empregados e empregadas que possuam cadastro nos aplicativos FGTS, Loterias Online, Saúde Caixa Mobile ou Sou Caixa Web, podem entrar com CPF e a senha desses aplicativos. Caso seja o primeiro acesso, o empregado deverá cadastrar-se utilizando CPF, data de nascimento, e-mail válido e senha numérica de seis dígitos. *Fonte: Contraf-CUT

Câmara aprova PL sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

O Projeto de Lei 1085/23 foi aprovado, nesta quinta-feira (4), pela Câmara dos Deputados. O PL garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função. A advogada e assessora jurídica da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Phamela Godoy falou sobre a lei e como será aplicada.  “A lei valerá para todos os funcionários que trabalham pelo modelo de contrato CLT. As empresas que têm mais de 100 funcionários serão obrigadas a divulgar um relatório de transparência, que será a principal forma de fiscalizar o cumprimento da lei. Outras ferramentas de fiscalização que já existem continuam e são importantes, em especial os sindicatos, o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho”, explicou. O PL 1085/23 foi aprovado na Câmara por 325 votos favoráveis e apenas 36 contrários. Agora, o projeto de lei seguirá para o Senado, onde ganhará um novo número de tramitação. Se for aprovado, seguirá à sanção presidencial. “A nossa expectativa é que esse PL também tramite em regime de urgência no Senado, como aconteceu na Câmara e, assim, passe a valer o quanto antes”, ressaltou Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. Fernanda lembrou ainda a fala do presidente Lula, quando anunciou a proposta em 8 de março, destacando que “desde 1943 a CLT prevê que mulheres e homens que exerçam a mesma função tenham equiparação salarial. A inovação do projeto de lei é o estabelecimento da obrigatoriedade da equiparação, a ser verificada por meio documental, ampliando as formas de fiscalização e multa.” As mulheres representam 44% do total da força de trabalho do país. Mesmo assim, são maioria entre os desempregados (55,5%). Além disso, ainda recebem, em média, 21% menos que os homens (o equivalente a R$ 2.305 para elas e a R$ 2.909 para eles). Esses são alguns destaques do Boletim Especial “8 de março, Dia da Mulher”, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PnadC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para o 3º trimestre de 2022. Relatórios e divulgação O texto do projeto prevê que empresas com 100 ou mais empregados deverão publicar relatórios de transparência salarial e remuneratória a cada semestre. Os relatórios deverão conter os valores recebidos pelos funcionários, observada a legislação de dados pessoais. Em caso de não apresentação do relatório, a empresa receberá multa de até 3% da folha salarial, limitada a cem salários-mínimos (hoje, R$ 132 mil). As informações dos relatórios ficarão públicas, pelo Poder Executivo através da internet. “Esses indicadores, atualizados periodicamente, sobre o mercado de trabalho e renda por sexo, serão fundamentais também para alinhar políticas de combate à desigualdade de gênero e raça no Brasil”, ressaltou a secretária da Mulher da Contraf-CUT, destacando ainda que além das informações fiscais e salariais, o PL prevê que os relatórios poderão incluir indicadores de violência contra a mulher, vagas em creches, acesso à informação de serviços de saúde e de formação técnica e superior. “Todos esses dados podem contribuir na orientação de novas políticas públicas”, reforçou Fernanda Lopes. Fiscalização e regras A fiscalização contra discriminação salarial e remuneratória entre homens e mulheres será protocolada pelo Poder Executivo, mesmo com aprovação do PL no Senado. Além das diferenças salariais, haverá multa administrativa para o empregador em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade, além das diferenças salariais, que equivalerá a dez vezes o valor do novo salário devido ao empregado discriminado e será o dobro em caso de reincidência na discriminação. A quitação tanto das multas quanto das diferenças salariais também não impedirão a possibilidade de indenização por danos morais à pessoa prejudicada. *Fonte: Contraf-CUT

Bancários criticam manutenção da Selic em 13,75%

Para os trabalhadores do ramo financeiro, a política de juros do Banco Central do Brasil não cumpre a função de reduzir a inflação e atrapalha o desenvolvimento do país, com consequências drásticas para a geração de emprego e renda. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, na reunião da última quarta-feira (3).. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira, criticou a manutenção da taxa. “É uma verdadeira extorsão! O Brasil tem a maior taxa de juros reais do mundo! E ela é estabelecida exclusivamente com base em análises feitas pelo mercado financeiro, que se beneficia da política de juros mantida pela atual gestão do Banco Central. É como se o dono da granja pedisse para que a raposa desse dicas para a segurança das galinhas e seus ovos”, ressaltou Juvandia. O Copom toma por base as pesquisas semanais feitas pelo BC com analistas de mercado (boletim Focus). “Dizem que o Banco Central é independente. Mas, que independência é esta que está atrelada às análises feitas por quem se favorece da política a ser realizada? O Banco Central está apostando contra o Brasil e o Congresso Nacional precisa tomar uma providência para tirar Campos Neto de seu comando”, disse. Segundo os bancários, a inflação no Brasil não é gerada por demanda e, por isso, não tem sentido a escalada da taxa de juros no país. Em março de 2021, a taxa básica de Juros (Selic) estava em 2%. A partir de abril começou a subir e atingiu os 13,75% atuais. No mesmo período, a inflação subiu de 6,10%, chegou a 12,13% em abril de 2022 e as estimativas são de que feche 2023 em 6,05%. Inadimplência Outro argumento do BC para a manutenção da taxa básica de juros contestado pelos trabalhadores é o índice de inadimplência.  “Hoje temos mais de 70 milhões de brasileiros adultos endividados. Em 2021, quando o Banco Central começou sua política de alta das taxas de juros, havia 63 milhões de endividados. Isso apenas comprova que aumentar os juros, além de não reduzir a atual inflação brasileira, contribui para o aumento do endividamento das famílias e o Banco Central utiliza esse aumento para justificar sua política”, observou a presidenta da Contraf-CUT, lembrando que muitas empresas também não estão suportando o aumento das taxas de juros e estão entrando em endividamento. Se considerarmos os últimos quatro anos, veremos que o endividamento dos brasileiros subiu de 59% para 79% entre as famílias, sendo que 85% delas possui dívidas com as operadoras de cartão de crédito, que cobram juros de 400%. *Com informações da Contraf-CUT