Segurança sanitária volta a ser tratada entre trabalhadores e bancos

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta quinta-feira (3) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para ouvir especialistas sobre o quadro da pandemia e suas recomendações a respeito da continuidade do cumprimento de protocolos de segurança sanitária em decorrência da Covid-19. Foram debatidas também medidas a serem tomadas em decorrência dos efeitos e sequelas da doença sobre a categoria, já levando em conta os resultados da “Avaliação longitudinal do Impacto do SARS-CoV2 no sistema nervoso em bancários”, realizada pelas professoras doutoras Clarissa Yassuda e Márcia Bandini, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A Fenaban informou que os especialistas que seriam ouvidos preferiram aguardar a consolidação do quadro da pandemia após o período de Carnaval. Para tanto, pediram que uma nova reunião ocorresse daqui a 15 ou 20 dias. “Já estamos há dois anos tratando do tema nesta mesa específica sobre a Covid-19. Com nossa negociação conseguimos que fossem tomadas diversas medidas para dar mais segurança e tranquilidade para a categoria e esperamos que os bancos continuem a cumprir os protocolos de segurança e levem em conta as sequelas da doença sobre os trabalhadores que foram infectados”, cobrou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional. “Valorizamos muito o que conquistamos nesta mesa e reconhecemos que as medidas tomadas contribuíram para que a categoria não fosse ainda mais afetada, mas não podemos deixar de lembrar que passamos por momentos muito difíceis, com perdas de diversos trabalhadores bancários, inclusive de três companheiros membros do Comando, para a Covid-19”, ressaltou. “Concordamos com a posição dos especialistas. Por isso, é prudente que os bancos mantenham as medidas de segurança, da forma como foram negociadas nesta mesa”, afirmou a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Fim por decreto O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, mostrou preocupação com o descaso de autoridades e dos meios de comunicação com quadro atual da Covid-19 no país. “Parece que estão querendo acabar com a pandemia por decreto. Não vemos mais os meios de comunicação tratando a pandemia com a devida importância e alguns bancos estão descumprindo os protocolos tratados nesta mesa e passaram a se orientar por portarias que não levam em conta nossa preocupação com a saúde e a vida dos trabalhadores, não apenas com questões econômicas ou com o lucro”, observou. Mauro também lembrou dos resultados da pesquisa realizada pela Contraf-CUT, que aponta que 44% dos trabalhadores estão com a capacidade de trabalho afetada e continuam trabalhando. “Não é hora de baixar a guarda!”, ressaltou o secretário de Saúde da Contraf-CUT. O representante da Fenaban informou que os bancos assumem o compromisso de continuar trabalhando com prevenção e de estudar quais medidas serão tomadas devido às sequelas da doença. Mas, disse que seria enviada uma orientação aos bancos de que, a partir de hoje, não haveria mais a necessidade de fechamento das unidades para sanitização onde houvesse casos confirmados. No entanto, após as considerações feitas pelo Comando Nacional dos Bancários, mudaria a estratégia e indicaria que, a partir do dia 11, se o “efeito Carnaval” não reverter o atual quadro de queda nos casos de contágio e mortes, passando a um quadro adverso, não haverá a necessidade do fechamento da unidade para sanitização. O Comando também observa que é preciso levar em conta a situação de cada local e que os sindicatos devem fazer este acompanhamento e tratar diretamente com os gestores locais/regionais e que não deveria ser fixada uma data para se deixar de cumprir os protocolos antes de um debate com especialistas sobre a evolução da pandemia. Uma nova reunião, para que os especialistas sejam ouvidos, será marcada ainda para este mês. Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical apoia chapas 6 e 77 nas eleições da Cassi

Vote pela retomada da representação dos associados, contra a terceirização e o desmonte da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil Entre os dias 18 e 28 de março, os funcionários do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, terão a oportunidade de mudar os rumos da Cassi. Neste período, acontece a eleição dos cargos para a Diretoria de Risco Populacional, Saúde e Rede de Atendimento e para os Conselhos Deliberativo e Fiscal. Quatro grupos disputam o pleito para os mandatos que vão de junho de 2022 a maio de 2026. Dentre eles, o grupo Unidos por uma Cassi Solidária, das chapas 6 (para Diretoria e Conselho Deliberativo) e 77 (Conselho Fiscal), é apoiado pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela maioria das entidades sindicais e por entidades associativas e de aposentados. No material de campanha, as chapas destacam o pedido de apoio das trabalhadoras e dos trabalhadores do BB “para retomar a representação dos associados” dentro da entidade que, ao longo dos últimos anos, vem sofrendo processo de terceirização nos serviços e enfraquecimento da Estratégia Saúde da Família. Na atual gestão, a representação do banco e a dos associados se confundem, favorecendo os interesses do banco. “A força da Cassi está na solidariedade entre os funcionários. Foi construída para garantir o mesmo tratamento a todos conforme a sua necessidade, do escriturário ao presidente do Banco, aos ativos e aposentados e seus dependentes. Sem discriminação”, diz ainda Fernando Amaral, candidato à Diretoria de Risco Populacional. “A força da união entre os colegas mantém a Cassi e exige que o banco mantenha e amplie seus compromissos com a saúde de todos. Nós, das chapas 6 e 77, pedimos seu apoio para preservar esta história de sucesso e trabalhar pela perenidade da Cassi”, completa. Clique aqui para acessar o site da campanha das Chapas 6 e 77 – Unidos por uma Cassi Solidária – e conheça todos os candidatos e as propostas das chapas. Fonte: Contraf-CUT